"Um caminho que se percorre não com pernas, mas com coração. E onde o único desafio que vale, é percorrê-lo por inteiro."


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Quereres - quero e quero já

Sempre que começa um ano novo, eu procuro fazer uma lista de objetivos e coisas a realizar neste período curto de 12 meses. E infelizmente, normalmente acabo percebendo que consigo apenas realizar a metade da extensa lista.
O ano de 2008 para mim foi uma confusão geral. Foi o o ano que tinha TUDO para dar certo. Foi o ano em que eu comecei um milhão de planos, cheia de alegria. Porém, por conta do destino esses planos foram sendo tirados de mim: um por um. E acabou que fiquei meio insatisfeita.
Em troca desses planos arrancados, outras coisas muito interessantes surgiram para salvar meu ano (não vou citar aqui por serem coisas demais pessoais que só interessam a mim mesma e a mais ninguém).
Diria que 2008 foi um ano regular.
Frustrado para meus planos, mais com surpresas saborosas brotando aos poucos.
Quero muito mais de 2009.

________________________________________________________
Quero planos concretos realizados. E quero surpresas fortes.
Quero novidade. Quero vida.
Quero força.

Quero um grande foco e as bençãos de dionisio sob mim.
Quero ligação e quero energia.
Como gritaria um antigo diretor muito especial : '' Vamos lá gente! VOLUME! ENERGIA! ''

Quero muitas leituras.
Quero muito aprendizado.
Quero muito texto a decorar.
Quero muitos personagens pra entender.
Quero pernas para correr, voz para gritar.

Um travesseiro pra sonhar.
Uma realidade a transformar.
Pessoas pra comungar.

Cérebro pra lavar.
Corpo pra movimentar.
O impossível pra realizar.

Quero do gosto experimentar, da textura sentir.
Quero os sentidos abertos, os olhos fechados e a cor a sair.
Quero a disposição de todos. Quero indivíduos abertos ao meu redor.

Um ar pra respirar e um motivo pra existir.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Quatro coisas

Quatro coisas sobre mim, que pode ser que você saiba ou não, em nenhuma ordem especial.

Quatro trabalhos que tive em minha vida:
1. secretária de imobiliária
2. professora de teatro
3. atriz
4. palhaça

Quatro lugares em que vivi:
1. Minha casa antiga
2. Praia Grande
3. Casa da minha prima
4. Águas de lindoia

Programas de TV que assistia quando criança:
1. Chiquititas
2. Castelo Rá Tim Bum
3. Cavaleiros do Zodiaco
4. Cavalo de Fogo

Programas de TV que assisto:
1. HBO / HBO2 - para ver os pedaços que eu perdi
2. Miame Ink, troca de familias, extreme makeover - esses do people and arts
3. O Maravilhoso mundo de Disney
4. canal Brasil

Quatro lugares que estive e voltaria:
01. o skycoaster do hopi hari
02. cachoeiras perdidas
03. alguns palcos e algumas platéias...
04. Nordestina

Formas diferentes que me chamam:
01. Lívia
02. Lica
03. Xuxu
04. Primona

Quatro pessoas que te mandam e-mails todos os dias (ou quase):
01. o site vista-se
02. a primona
03. convites para espétáculos e workshops
04. vírus e gente convidando pra bailes funks etc... ¬¬

Quatro comidas favoritas:
01. Yakisoba Vegetariano
02. Macarrão da minha vó
03. pizza do glória, pizza de frigideira
04. arroz, feijão, hamburguer de soja, pepino, repolho, tomate e beringela.

Quatro lugares em que desejaria estar agora:
01. No teatro municipal de São Paulo!
02. Em uma viagem.
03. No topo de alguma montanha.
04. Procurando Wally


* Eu recebi isto por e-mail já faz algum tempo. Se você gostou, apague todas as minhas respostas e escreva as suas. Depois, envie isto para quem você quiser, e retorne para quem te enviou. Na teoria, você ficará sabendo um pouco mais sobre as pessoas que você conhece.*

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal !


Este ano meu natal infelizmente foi menor, não dá pra negar...

Mas de qualquer forma foi muito divertidoo!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Num asilo de São Paulo...

Quantas pessoas você ajudou esse ano?
O que você fez pra uma pessoa que tenha menos recursos que você?
O que você espera da sua velhice?


Este ano pela primeira vez na minha vida eu visitei um asilo. Fui junto com o Colégio Pentágono e o ''Papai Noel''. As crianças do colégio particular levaram alguns presentes para os velhinhos carentes, mas o que eles mais gostavam não era os presentes. Eram os sorrisos, os abraços, os toques e as palavras.
Quando eu entrei fiquei chocada. Tantos velhinhos com pouca consciência indo pra cima de você. Sedentos por atenção. Uma palavra, um olhar.
No começo eu me assustei. Estava com medo deles. Eles eram humanos tão diferentes e peculiares. Simplesmente estranhos. Não tinham mais muita noção de nada.
Mas aos poucos fui me soltando e conversando com eles.
Várias vezes eu simplesmente, diante de alguns casos peculiares, segurava as lágrimas e ia pra algum cantinho isolado chorar.
Afinal, o que mais essas pessoas podem esperar da vida?
Elas ficam muitas vezes sozinhas, esperando a hora de comer, do banho e de dormir. Toda a vida já ficou pra trás. Esperando quem sabe a morte chegar.

Eu como atriz, não pude também deixar de reparar a quantidade de personagens extraordinários que havia ali. Todos com seus trejeitos e suas histórias para contar.
Observei e escutei muito. Abracei e troquei experiências.


Foi realmente intenso pra mim.
Eu estava ajudando a servir frutas para os velhinhos quando ouvi um choro muito intenso. Parecia um choro de bebê. Mas havia algo perturbador naquele som. Afinal, eu sabia que não poderia ser de um bebê, e era tão desesperador que fiquei até com medo de procurar de quem era. Foi talvez o caso que mais me chocou. Quando comecei a procurar dei de cara com essa senhora da foto, deitada em sua cama e gritando igual a um bebê.
Morrendo de medo eu chamei a enfermeira e ela disse: '' Não se preocupe não! É Normal! ''
Logo descobri que essa senhora era chamada de Xuxinha. Ela não podia se levantar, pois tinha os movimentos muito limitados, então passava a vida toda na cama. Essa senhora a muito tempo já perdera a consciência. Ela apenas fica deitada enquanto as pessoas colocam papinha na sua boca, e a limpam com panos úmidos todos os dias. Ela mal consegue abrir os olhos.
Sobre movimentos ela faz apenas um: leva sua mão até o rosto e retorna pra segurar a barra de segurança da cama (como na foto). E ela realiza esse movimento repetidamente e incansavelmente. É meio decadente de se ver. E ela chora. Então a enfermeira levantou sua camisola e esfregou a barriga dela com as mãos. Imediatamente o choro de bebe se transformou em uma risadinha de criança. E essa é a vida da Xuxinha, que já tem essa rotina no asilo há mais de vinte anos.
Quando a via não aguentei. Fiquei alguns minutos no banheiro enxugando as lágrimas.



Essa outra senhora da foto não me recordo o nome, mas me chamou atenção na hora de comer sua sobremesa: mamão amassadinho. Em sua cadeira de rodas, ela não parecia muito consciente. Na realidade me recordou muito um personagem de teatro, talvez do grupo Lume.
Sua fruta já havia acabado há muito tempo, mas ela continua fazendo o movimento de pegar a fruta com a colher enquanto se projetava para frente e para trás na sua cadeira de rodas.
Ela não falava, e tinha o olhar fixo no seu potinho. E tentava sem parar pegar um alimento inexistente ou invisível do potinho de sobremesas.

Já este dois velhinhos desta foto, estavam quietos e isolados num canto do asilo. Decidi ir lá conversar com eles.
Eu cumprimentei e abracei primeiro a senhora de rosto manchado, que retribuiu feliz com um sorriso. Ela tinha um ''tique'' de sempre ir pra frente e pra trás na sua cadeira, e também de esfregar as duas mãos enquanto fala. É perceptível que ela tem uma grande dificuldade em juntas as palavras para formar uma frase coerente. Quando cumprimentei o senhor japonês, ele só me estendeu a mão com bastante dificuldade, e eu disse: '' Boa tarde! Tudo bem com o senhor? ''. Mas pelo jeito ela já não conseguia mais falar, e começou a resmungar muito e com muita intensidade. Era óbvio que ele tentava falar, e queria muito se comunicar, mas não era possível entendê-lo.
A senhora ao lado, vendo que eu não entendia me deu um olhar do tipo '' Melhor deixar ele. Coitado. Essa é a nossa vida.''
Então comecei a conversar com a senhora. Ela tinha bastante dificuldade pra conversar, e se concentrava muito, mas mesmo assim era possível dialogar com ela. Ela me contou sobre sua vida. Trabalhava em uma fábrica de tecidos, e me contou muito sobre seu serviço: ela adorava. Seu marido já havia falecido, e ela estava neste asilo a nada mais nada menos que 30 anos. Ela me contou que tinha 5 filhos: 3 meninos e 2 meninas. Eu perguntei o nome dos filhos, mas ela não soube responder, disse que já tinha esquecido. Mas que tinha certeza que uma de suas filhas se chamava Eliana. Eu brinquei com ela, falando que era o mesmo nome da cantora e apresentadora Eliana. Ela então se confundiu, e eu ouvi ela contar pro outro senhor que a sua filha era cantora e apresentadora de TV.


Este senhor tinha os membros inferiores amputados e também não se comunicava muito bem verbalmente. Mas trazia algo em seu olhar que comunica uma criança dentro dele.
Muito alegre de nos receber, na cabeceira de sua cama guardava uma foto de ''Feliz 2006!'' onde ele e o Papai Noel haviam tirado uma foto juntos. A foto estava empoeirada num pequeno porta retrato, mas ele sorria ao olhar para nós e devolver o olhar para a foto. Ele era caminhoneiro. Havia passava metade de sua vida dirigindo na estrada. Contava com dificuldade, mas com muita alegria. Ele pediu para nós um radinho de pilha para ele ouvir suas músicas de caminhoneiro. Perguntei para a enfermeira se poderia comprar um rádio para ele e deixar lá. Ela me disse que ele já tem o rádio, mas que quando fica nervoso ele sempre o joga contra a parede, então pediu para que não comprássemos o tal radinho. Também pudera, quem não ficaria com vontade de jogar um rádio na parede tento as duas pernas amputadas e vivendo na cama de um asilo dia após dia?

Essa senhora era realmente uma digna princesa. Da foto não dá pra ver muito bem, mas sua marca registrada é uma coroinha prateada que usa todos os dias. Diferente dos outros acima ela até que tem boa saúde e consciência. Quando tirei esta foto ela estava cantando e dançando para as visitas, para mostrar o quanto de alegria de viver ela ainda tem.
Suas roupas são todas coloridas, e sua risada é reconhecível a distância.

Este senhor poderia ser um bebê se não fosse pelos seus 80 anos de idade.
Ele tem um quê de quem vê tudo pela primeira vez. Muito interessado em tudo, ficou simplesmente encantado quando mostrei sua foto na câmera digital.
Soltou uma risada fraquinha.
Ele carrega sempre esse olhar. Meio espantado e admirado com as coisas.
Ele olha dessa forma para uma foto digital, para seu café da manhã, para sua cama e para suas roupas.
Como se fosse tudo uma impressionante novidade.
Esta foi a ultima com quem eu conversei.
Ela é simplesmente extraordinária! Foi a senhora que eu passei mais tempo conversando.
Ela está no asilo há mais de 30 anos, é solteira e não tem filhos.
Ela diz que nunca se casou porque nunca quis se casar e ''só''.
Muito simpática, gostava muito de receber beijinhos e abraços. Quando eu mostrei a foto da câmera pra ela, ela se assustou e disse: ''Nossa! Como eu estou velha!''. Eu brinquei com ela e disse: '' Velha nada! A senhora tá ficando é cada vez mais bonita! ''
Esses são apenas alguns casos das centenas que conheci no asilo em que visitei. Haviam (a maioria) os que amavam os presentinhos dados pelas crianças: dois pares de meias e um potinho de talco (presente requisitado pelos enfermeiros), e haviam também os que não gostavam, não queriam conversar e eram mal humorados: esses não podíamos forçar a barra.

Muitos dos velhinhos estavam lá desde que o asilo abriu há cinquenta anos e muitos muitos mesmo nos agarravam implorando por balas (diabéticos) e por alguns cigarros.

Eu não parava de pensar que estas pessoas eram pessoas comuns. Caminhoneiros, jogadores de futebol (campeão do São Paulo que ama ler Agatha Christie), donas de casal, viúvas e trabalhadores regulares. Não podia deixar de pensar que talvez eles nunca tivessem imaginado esse fim pra suas vidas. E quem me garante que esse não será um fim futuro pra minha vida?

Incrível foi ver o modo como as crianças do Pentágono interagiam com os velhinhos: sem medo algum, demonstrando muito interesse e alegria.




















Cartoon

Você já viu as novas revistinhas estilo mangá da ''Turma da Mônica Jovem'' ??
É bem legal... E divertido! Matei a saudade da época em que eu lia gibis...
Eu tinha duas caixas enormes cheias de gibis embaixo da cama... O gibi da turma da mônica foi a primeira coisa que eu gostei de ler.
Me inspirei tanto que desenhei a Magali e o Cascão jovens... =)


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Reflexozinho de dezembro

Muita coisa na cabeça ultimamente.


O Natal vai chegando... Final do ano... E fica no ar aquela sensaçãozinha estranha e muito dificíl de descrever. Tão difícil que não vou nem tentar. Você sabe do que eu estou falando.


Mas o ano que vem está aí... Com uma promessa de ser um ano bem melhor do que 2008, pelo menos para mim.


Esse ano não foi muito bom pra mim. Tá... Estou sendo muito ingrata, eu sei! Mas é disso que se trata não é? A vida? A gente quer sempre mais. Eu sei que eu sou assim.


Luto pra alcançar um objetivo a todo custo. E quando depois de muito luta finalmente alcanço, ele já não vale muito pra mim, e já tenho outra coisa em mente. Eu sei! É meio impossível viver feliz dessa forma. Mas eu vivo! Acredite! Você começa a perceber que conseguir essas coisas já não são tão importantes, e vê que a melhor parte é mesmo correr atrás.


E muito bom é você olhar pra trás e ver os tantos objetivos que você já alcançou.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tattoo a la sonho.

Eu adoro tatuagens.
Sempre quis fazer uma.
Na adolescência eu fiz um pacto comigo mesma: farei uma tatuagem no dia que completar meus dezoito anos.
É. Os dezoito anos chegaram e nada.
Você vai me falar: - Mas Lívia, porque? Se você tem tanta vontade faça sua tatuagem!

Porque? Por um simples motivo.
Alguém me disse um dia que teatro requer sacrifícios. Constantes.
Pois é.

Imagine eu fazendo um personagem de época, ou até mesmo qualquer personagem com uma bela tatuagem a la Lívia nas costas?
Muita gente vai falar: Faça! Não tem problema não!
E muita gente vai falar: Lívia, espere.... Não faça ainda! Você pode se prejudicar.

Hoje eu sonhei que fiz uma tatuagem lindíssima. Que simbolizava uma guerra entre vontades. Com dois ''seres'' lutando, e várias flores lindas em volta. Era enorme. Ia dos meus braços, pro lado esquerdo das minhas costas e descia até a minha cintura. Linda.

Mas teatro requer sacrifícios. E eu não tenho coragem de arriscar. Pelo menos hoje.
Mas a vontade tá grande... Grande...

Mas quem sabe um dia....

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Corra Lívia, Corra

Corre! Vai! Vai!

Você tá atrasada! Corre!
Atravessa e não olha para o farol.
Olha o seu ônibus! Tá saindo!
Vai! Corre!

- Motorista! Motorista! Espera aí!

Pronto. Pelo menos você entrou.
Corre ônibus... Vamos! Tô atrasada!

- Motorista, dá pra abrir pra mim aqui? Fica mais rápido...
- Dá não.
- ¬¬

Desceu.
Corre Lívia!
Você vai perder o trem!

Droga Lívia! Era ele...
Corre! Compra o bilhete logo!

Pronto. Espera o próximo trem.
Chegou.
Vamos logo trem... Pelo amor de Deus!

Ótimo. A luz é a próxima estação.
Ai! Parou!

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização''.

Que ótimo!

5 minutos.
10 minutos.

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização''.

15 minutos.
20 minutos.

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização'' Sem previsão de retorno.

25 minutos.

Vai logo trem do *##$% !!!

30 minutos.
Voltou a andar.

Ok. Lívia, se você quer chegar a tempo você vai ter que correr como nunca correu na vida!

Abriu a porta.
COOOORREEEEE!!!

Droga! Essa sapatilha escorrega!
Mas não dá tempo de tirar.
Merda. Esses $%#@ desses caras que ficam zuando...

Ai! Bateu.

- Desculpa moça... Mas eu tenho que correr!

CORRA LÍVIA, CORRA!

Lívia, você perdeu o metrô.

-Ai metrô! Vai logo!

Chegou. Entra correndo!

Barulho, polícia e confusão!

Uma moça fala:
- Nossa! Roubaram o celular de uma moça!

Lívia, é melhor você checar seu celular.

- Ah não! Roubaram meu celular!

Quer saber? Que se dane! Eu vou chegar lá de qualquer jeito. Com celular ou sem celular.

Voz no microfone:
- Próxima estação: São Bento.

Abriu as portas.
Policiais e homens tentando prender um sujeito.
Um policial fala:

- Moça, esse celular é seu?
- É sim moço... Mas....

Ai meu Deus! Lívia, ele tá te puxando pra fora do metrô.
O metrô foi embora. E você ficou parada na estação.

- Moço, eu tenho um compromisso inadiável em sete minutos.
- Senhora, eu sou Elias. Policial disfarçado no metrô. A senhora terá que me acompanhar até a delegacia.
- Mas moço... Eu preciso chegar....
- Se a senhora quer seu celular de volta, terá que me acompanhar até a delegacia e prestar depoimento. Eu vi ele te roubando e serei sua testemunha.

É Lívia... É melhor desistir.

Quatro horas na delegacia.
Muitas perguntar. Depoimento. Vítima.
Reconhecer celular. Mais perguntas repetidas.

- Preso em flagrante por um policial. Décima primeira passagem pela polícia. 5 anos de prisão.

Duvido muito.

É. Não deu.
Mas o dia não foi uma perda total.
Afinal, o policial era lindoo.....

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

São eles! Os pequenos!

Eu queria ser uma pessoa calma. Eu realmente queria.
Respirar fundo e resolver os pequenos problemas irritantes com calma, muita calma.
Mas eu não sou. Eu sou muito nervosa. E me irrito com facilidade.
Eu queria que os pequenos problemas do dia-a-dia não me afetassem tanto. Porque são eles! Os grandes problemas parece que eu consigo resolvê-los com mais calma. Mas os problemas pequenos que aparecem de surpresa como pequeno gremlins destruidores que vão devastando aos poucos tudo o que vêem pela frente.
São problemas pequenos! Os causadores da destruição da humanidade! São eles que me estressam e me impedem de gozar a plena felicidade!
São eles simples e malignos como um CD que eu preciso levar hoje, mas que ele não quer gravar de jeito nenhum!
Ou então o creme de cabelo que some e você não acha em lugar nenhum, e depois de quinze minutos seu cabelo seca e fica horrível te deixando irritada o dia inteiro.
E o mais maligno de todos! Aquele coiso tecnológico que a gente é tão dependente pra tudo! O computador! Quando o computador trava na hora mais crucial da sua vida, quando se não houvesse um momento em toda a sua vida que você precisasse tanto de um computador. É justo nesses momentos extremos que essas pequenas coisas acontecem e decidem acabar com o seu dia.
Ou então o simples fato de eu ser um ser humano que não tem a capacidade de lembrar de colocar um guarda-chuva na bolsa, e tomar três banhos de chuva acidentais em três dias seguidos, molhando consecutivamente as únicas três calças jeans boas no meu armário. (Sim, eu preciso comprar roupas.)
Mas não que eu esteja reclamando tanto assim dos consecutivos banhos de chuvas, porque apesar de terem atrapalhado a rotina vieram bem a calhar. Porque eu amo tomar banhos de chuva. Meu elemento astrológico é o fogo. E o fogo é irritado, inflamante e devorador. As vezes ele precisa tomar um banho de chuva. Muita água na cabeça pra esfriar e acalmar esse fogo.
Afinal, deve ser esse o segredo da vida. Não deixar as pequenas coisas do dia-a-dia acabar com a sua felicidade. Superar com calma os pequenos problemas.
Bom, se for isso mesmo acho que estou um pouquinho longe de descobrir o verdadeiro segredo da vida. Talvez tenha alguém que o consiga.
Eu por enquanto vou tentando. Respirando e tentando resolver tudo com calma. Um problema de cada vez.
E afinal, num mundo onde estamos totalmente cercados por pressões por todo o lado, a pior coisa que pode acontecer é tudo dar errado. Tudo virar bosta.
E se isso acontecer?
Foda-se! É deu tudo errado mesmo! Foi uma bosta sim! Pronto! E aí?
Tá vendo? Vendo por esse ângulo não parece tão ruim...
Mas não é esse o pensamento certo. Esse é o pensamento certo para o último caso. Esse é o plano Z que temos que ter sempre em mente.
Mas o plano A é: Vai dar certo. Vamos com calma. Eu confio.
E por aí vai...
Conte até dez e respire de novo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Depois do noitão...

sol espera por você! 8-)

Três dedos de pó

É o que deve ter se acumulado nesse blog enquanto eu não escrevi.
Meu deus! Eita correria!
Esse mês foi muito corrido, com coisas boas e coisas não tão boas também.
Vai fazer praticamente um mês que eu não atualizo esse blog. Bom, estou atualizando agora.
O que posso dizer é que entre inscrições para vestibular, entrevistas, projetos, apresentações infantis, carta de motorista, maquete de cenografia, figurinos e a estréia das crianças me tomou muito tempo.
Mas mesmo assim, ainda sobrou um tempinho pra eu comprar um pandeiro, (é, eu também não sei porque, sou uma pessoa intuitiva) e arrebentar meu joelho andando de patins, e mesmo com muita dor, ainda não sobrou tempo para marcar um horário no médico.
Taí uma coisa que eu realmente não gosto: Médicos.
É como eu sempre digo, que pessoa em sã consciência escolheria medicina para estudar? Que pessoa quer ter uma rotina, passar dia após dia dentro de um hospital vendo pessoas doentes e infelizes sempre? Ninguém que vai ao hospital está feliz! A não ser as mães que estão tendo bebê, mas aí é outra história...
Operações, velhos morrendo, gente inocente sangrando com tiros... Ai! Não consigo entender!
Tá... Eu sei que a sociedade precisa de médicos... Mas pelo menos eu, no mínimo 70% dos médicos em que me consultei nem olharam nos meus olhos pra saber o que eu estou sentindo. Ficam cortando a gente enquanto a gente fala... Isso não é legal! Você tá com dor, quer ter atenção! E aquele cara te manda tomar um injeção que você nem sabe o que é e nem te deixa explicar o que você está sentindo ao certo.
Fora minhas infelizes experiências com médicos incompetentes na área de alergias ? Quantas vezes me mandaram tomar remédios que cruzados causam alergias e quase me mataram?
Ufa... Pronto. Sempre quis desabafar a respeito de médicos. Gente muito estranha, na minha opnião.
Mas voltando ao estranho mês corrido...
Ele me fez sentir como se eu estivesse literalmente numa TPM constante e infinita! Mulheres, cá entre nós, tem coisa pior?
Final de ano deve ser sempre assim. Acho que foi escrito que deveria ser assim.
Todo final de ano as coisas se acumulam e minha cabeça parece que vai explodir! São decisões que devem ser tomadas para o ano que vem, e você tem que dar conta de finalizar tudo o que começou, e deve finalizar bem! Com estilo sempre!
Por outro lado, é bom ver que o ano está acabando. Por mais que eu nunca tenha gostado de final de ano, logo depois dele vem a recompensa. Começo de um ano novinho!
Eu amo começo de ano! É tudo novo! Novos planos, novas idéias... Dá um ar tão bom!
Mas vou me despedindo por aqui. Agora as coisas estão ''ligeiramente'' mais tranquilas, e minha vontade de fazer postagens voltou.
Até breve.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Olhares pelo mundo






Hoje

Hoje eu não me preocupo mais.
Antes eu era um eu estranho.
Hoje não sou mais esse eu.

Hoje a palavra saudade tem outro significado pra mim.
Assim como perdão, paciência, tempo, amor e felicidade.

Hoje sou grata por coisas que antes não era.
A palavra saúde ganhou um espaço maior que antes.
Assim como família, amizade, cumplicidade, fidelidade e confiança.

Antes eu queria tudo.
Hoje me contento com o nada. Porque o meu nada já é tudo.

E hoje eu quero deitar no chão.
Sentir o sol no meu corpo.
Cair na piscina e fazer uma ligação pra alguém que eu não converso a muito tempo.

Hoje eu quero dar presentes caros e legais.
Hoje eu não quero bolo de aniversário.
Hoje eu envio cartas quilométricas e não espero as respostas.

Antes eu tentava esconder.
Hoje eu ponho em exposição.

Antes eu queria o triste.
Hoje eu quero todos os sentimentos misturados em excesso.

Hoje eu busco e vou atrás.
Hoje eu me mando e desmando.
Hoje eu vou embora quando quero.
Hoje eu quero e espero.

De manhã eu só meu pergunto: tem algo para comer? Um teto pra dormir? Um ar pra respirar?
Tá ótimo. Hoje eu vivo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Primavera ¬¬

Primavera é realmente a minha estação preferida...
Calor, flores bonitas... tempo fresco e gostoso...

Mas tá frio!
Tô gripada!
Tá chovendo!

Ah.... fala sério!
¬¬

sábado, 4 de outubro de 2008

Uma história simples

Abriu a porta lentamente e seu deparou com aquele quarto familiar. Já conhecia tudo naquele quarto, local de tantas lembranças, sonhos e insanidades. Aquele cantinho que guardava tantos segredos estava agora esquecido e abandonado.
O garoto que ali crescera agora já tinha ficado para trás, dando lugar a um outro ser, que talvez possa ser denominado homem.
Ele estava sozinho quando teve a repentina vontade de voltar a aquele lugar, de ver em cada objeto uma história pra contar. Na gaveta esquerda da escrivaninha havia aquelas cartas. Cartas de garotos, garotas, adultos e idosos. Palavras que ilustravam aqueles papéis.
Havia segredos atrás de cada lugar, de cada cantinho. Os brinquedos de infância, agora jogados ao chão pareciam ganhar vida, agir e invocá-lo.
Já não sabia mais distinguir o real do imaginário, o concreto do lúdico. Fantasia por todas as partes.
Ele não podia negar que não estava com medo de retornar ao quarto. De encarar o passado que ficou lá atrás.
Enfim seu olhar pairou sobre a porta retrato empoeirado que estava pendurado na parede escura. O rosto daquela mulher o assombrava quase todas as noites. Mas ainda sentia um prazer misterioso ao encarar aquele olhar e ver as curvas de seu rosto.
De repente ouviu um grito... Fumaça, muita fumaça invadia seus olhos...
Essa história não tem um começo, ou um fim, tem apenas um meio.
Quem era ele? Uma simples peça do cotidiano temporário que assola e transforma a humanidade. Quem sou eu? Eu sou ele, sou você, sou um sentimento, uma lembrança ou até mesmo uma simples história.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Porcelana

Ela nunca tinha pensado na vida, apenas vivia.
Ela tinha uma pureza hipnotizadora em seu sorriso.
Vivia da maneira mais bela, e fácil. Era simpática a todos que cruzavam seu caminho. Sua meiguice e seu jeito de menina eram transparentes por sua alma.
Sempre era elogiada em tudo que se propunha a fazer. Sua família? A melhor possível! Papai, mamãe e irmãzinha da pura classe média alta. Lutavam por seus objetivos, mas nunca passaram alguma dificuldade. Seus amigos? Muitos! Estava sempre rodeada de pessoas alegres e felizes.
Seu rosto parecia esculpido por um anjo! Seu olhar inspirava poetas e seus cílios, dizem que são mágicos.
Era mais fácil viver sua vida perfeita e deixar os problemas dos outros a parte.
Foi quando passeava de noite, por uma rua suspeita. Um letreiro vemelho dizia: motel. Ela parou, ficou mirando o letreiro com seus olhos encantados.
Na porta havia uma figura humana. Ela não sabia dizer se era masculina ou feminina. Era simplesmente uma figura do submundo.
Os cabelos mais sedosos que já vira, com um olhar carente, com uma gota de maldade que o mundo inseriu. Sua boca suculenta, traços de um homem-mulher.
Seu corpo? O mais esplendido que a natureza poderia criar
Sua barriga e seus quadris pareciam os de uma bailarina, seguido de pernas belas que lembravam porcelana. Seus pés? Os mais perfeitos do mundo inteiro.
Vestia um espartilho. Sua saia de pregas rosa lembrava uma bailarina em sua caixinha de música. Meias transparentes vermelhas um pouco rasgadas, lhe faziam parecer uma colombina encantada. Seu olhar era terno, sofrido, que demonstrava um sentimento que nenhum homem ou nenhuma mulher seria capaz de mostrar.
Segurava uma pequena sombrinha de renda rosa e branca. Que a fazia a imperfeição parecer perfeita.
Quando ela mirou a figura deste ser mágico, se sentiu inferior. Pela primeira vez na sua vida viu a realidade do mundo de uma só vez. Viu a inocência e maldade: tudo de uma vez naquele olhar. Sentiu que queria ser outra. Qualquer uma. Ser diferente, ser como qualquer pessoa. Ser real.
Quando aquela imagem mirou os cílios mágicos da pequena boneca, por um segundo quase perdeu a pose magnífica.
Lembrou-se de sua infância. Fantasmas do passado voltariam a lhe assombrar.
A sujeira de sua alma misturava-se com a bondade nela contida.
Foi com um sussurro que voltou a realidade, ainda no mais puro êxtase.
Quando os dois olhares se misturaram as duas lembravam-se do que brincavam quando crianças.
Bonecas de porcelana.
Viu-se cacos de porcelana no chão naquela manhã.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Passarinho

Estava eu fazendo minhas tarefas emocionantes, no caso colocando roupa pra lavar, quando ouvi um barulinho estranho... Olhei ao redor mas não percebi nada.

Logo depois o mesmo barulho novamente. Comecei a procurar.
Achei. Numa velha escada de alumínio estava preso um pequeno passarinho. Batendo as asas pra tentar sair.
Então abri a escada e o passarinho voou. E um outro pássaro surgiu também. Provavelmente a mãe do pequeno passarinho.
Eles ficaram um tempinho no teto e depois a mãe foi embora. O passarinho tentou segui-la mas bateu na parede e caiu.
E eu fiquei assim: ''e agora?''
Peguei o passarinho e subi em cima do telhado com ele, que foi pra onde a mãe voou. Fiquei com ele um pouco lá em cima e nada. Desci. Coloquei dentro de uma caixinha com um paninho branco, e coloquei a caixinha no alto de uma árvore. Espera... Espera...
Nada.
Aí eu já estava começando a me desesperar. O que eu vou fazer com esse pobre passarinho? Não posso deixar ele aí pra morrer!
Peguei ele. Esfarelei um pedacinho de bolacha salgada na minha mão e dei pra ele. Ele comeu. Devia estar com fome.
Molhei meu dedo e ofereci. Ele bebeu a água aos pouquinhos.
Coloquei de novo a caixa em que ele estava na árvore, uma segunda tentativa. Afinal, não sabia mais o que eu poderia fazer com o passarinho.
Quando perguntei pra ''alguém'' o que eu deveria fazer, a única resposta que obtive foi '' Ah, deixa ele por aí. Se ele morrer, fazer o quê?''
O egoísmo humano é realmente deprimente. Ninguém parece se preocupar com a outra vida que também sofre, e que também sente. Que tá aqui nesse planeta junto com a gente. Pra viver!
Mas voltando a história, é claro que eu não ia abandonar o passarinho.
Deixei ele na árvore e fiquei olhando. E lá se passaram vários minutos. Em torno de uma hora. Ocasionalmente eu oferecia algum farelinho pra ele comer, e água. Ele aceitava com gosto.
De repente ele voou.
Voou para alguma árvore e desapareceu. Me pareceu que era uma questão de estar pronto. Afinal, ele tinha batido com força na parede. Estava atordoado e com medo.
É claro que dava pra ter simplesmente ''deixado ele por aí''.
É a escolha. Sempre há a escolha.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A melhor surpresa

A mais doce... A mais sincera... A mais querida...

''- Lívia... Tem um homem e uma mulher no portão que querem falar com você...

- Quem é?

- Não sei... Mas tão te procurando...

- Nossa... Eu não conheço essas pessoas...

(...)

- Boa tarde. Você é a Lívia?

- Sou sim.

- Tem uma encomenda pra você.

- Uma caixa? AHHH!!! Tá mechendo!!!
O que é.... Ai meu deus! É o cachorrinho!!''



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E dele surgiu uma vida. Um amigo. Uma coisa fofa!
Um sentimento novo.
Só sei que amo.
Ele alegra meus dias e me faz feliz! =)

Cookie... Querido Cookie...