"Um caminho que se percorre não com pernas, mas com coração. E onde o único desafio que vale, é percorrê-lo por inteiro."


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Corra Lívia, Corra

Corre! Vai! Vai!

Você tá atrasada! Corre!
Atravessa e não olha para o farol.
Olha o seu ônibus! Tá saindo!
Vai! Corre!

- Motorista! Motorista! Espera aí!

Pronto. Pelo menos você entrou.
Corre ônibus... Vamos! Tô atrasada!

- Motorista, dá pra abrir pra mim aqui? Fica mais rápido...
- Dá não.
- ¬¬

Desceu.
Corre Lívia!
Você vai perder o trem!

Droga Lívia! Era ele...
Corre! Compra o bilhete logo!

Pronto. Espera o próximo trem.
Chegou.
Vamos logo trem... Pelo amor de Deus!

Ótimo. A luz é a próxima estação.
Ai! Parou!

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização''.

Que ótimo!

5 minutos.
10 minutos.

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização''.

15 minutos.
20 minutos.

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização'' Sem previsão de retorno.

25 minutos.

Vai logo trem do *##$% !!!

30 minutos.
Voltou a andar.

Ok. Lívia, se você quer chegar a tempo você vai ter que correr como nunca correu na vida!

Abriu a porta.
COOOORREEEEE!!!

Droga! Essa sapatilha escorrega!
Mas não dá tempo de tirar.
Merda. Esses $%#@ desses caras que ficam zuando...

Ai! Bateu.

- Desculpa moça... Mas eu tenho que correr!

CORRA LÍVIA, CORRA!

Lívia, você perdeu o metrô.

-Ai metrô! Vai logo!

Chegou. Entra correndo!

Barulho, polícia e confusão!

Uma moça fala:
- Nossa! Roubaram o celular de uma moça!

Lívia, é melhor você checar seu celular.

- Ah não! Roubaram meu celular!

Quer saber? Que se dane! Eu vou chegar lá de qualquer jeito. Com celular ou sem celular.

Voz no microfone:
- Próxima estação: São Bento.

Abriu as portas.
Policiais e homens tentando prender um sujeito.
Um policial fala:

- Moça, esse celular é seu?
- É sim moço... Mas....

Ai meu Deus! Lívia, ele tá te puxando pra fora do metrô.
O metrô foi embora. E você ficou parada na estação.

- Moço, eu tenho um compromisso inadiável em sete minutos.
- Senhora, eu sou Elias. Policial disfarçado no metrô. A senhora terá que me acompanhar até a delegacia.
- Mas moço... Eu preciso chegar....
- Se a senhora quer seu celular de volta, terá que me acompanhar até a delegacia e prestar depoimento. Eu vi ele te roubando e serei sua testemunha.

É Lívia... É melhor desistir.

Quatro horas na delegacia.
Muitas perguntar. Depoimento. Vítima.
Reconhecer celular. Mais perguntas repetidas.

- Preso em flagrante por um policial. Décima primeira passagem pela polícia. 5 anos de prisão.

Duvido muito.

É. Não deu.
Mas o dia não foi uma perda total.
Afinal, o policial era lindoo.....

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

São eles! Os pequenos!

Eu queria ser uma pessoa calma. Eu realmente queria.
Respirar fundo e resolver os pequenos problemas irritantes com calma, muita calma.
Mas eu não sou. Eu sou muito nervosa. E me irrito com facilidade.
Eu queria que os pequenos problemas do dia-a-dia não me afetassem tanto. Porque são eles! Os grandes problemas parece que eu consigo resolvê-los com mais calma. Mas os problemas pequenos que aparecem de surpresa como pequeno gremlins destruidores que vão devastando aos poucos tudo o que vêem pela frente.
São problemas pequenos! Os causadores da destruição da humanidade! São eles que me estressam e me impedem de gozar a plena felicidade!
São eles simples e malignos como um CD que eu preciso levar hoje, mas que ele não quer gravar de jeito nenhum!
Ou então o creme de cabelo que some e você não acha em lugar nenhum, e depois de quinze minutos seu cabelo seca e fica horrível te deixando irritada o dia inteiro.
E o mais maligno de todos! Aquele coiso tecnológico que a gente é tão dependente pra tudo! O computador! Quando o computador trava na hora mais crucial da sua vida, quando se não houvesse um momento em toda a sua vida que você precisasse tanto de um computador. É justo nesses momentos extremos que essas pequenas coisas acontecem e decidem acabar com o seu dia.
Ou então o simples fato de eu ser um ser humano que não tem a capacidade de lembrar de colocar um guarda-chuva na bolsa, e tomar três banhos de chuva acidentais em três dias seguidos, molhando consecutivamente as únicas três calças jeans boas no meu armário. (Sim, eu preciso comprar roupas.)
Mas não que eu esteja reclamando tanto assim dos consecutivos banhos de chuvas, porque apesar de terem atrapalhado a rotina vieram bem a calhar. Porque eu amo tomar banhos de chuva. Meu elemento astrológico é o fogo. E o fogo é irritado, inflamante e devorador. As vezes ele precisa tomar um banho de chuva. Muita água na cabeça pra esfriar e acalmar esse fogo.
Afinal, deve ser esse o segredo da vida. Não deixar as pequenas coisas do dia-a-dia acabar com a sua felicidade. Superar com calma os pequenos problemas.
Bom, se for isso mesmo acho que estou um pouquinho longe de descobrir o verdadeiro segredo da vida. Talvez tenha alguém que o consiga.
Eu por enquanto vou tentando. Respirando e tentando resolver tudo com calma. Um problema de cada vez.
E afinal, num mundo onde estamos totalmente cercados por pressões por todo o lado, a pior coisa que pode acontecer é tudo dar errado. Tudo virar bosta.
E se isso acontecer?
Foda-se! É deu tudo errado mesmo! Foi uma bosta sim! Pronto! E aí?
Tá vendo? Vendo por esse ângulo não parece tão ruim...
Mas não é esse o pensamento certo. Esse é o pensamento certo para o último caso. Esse é o plano Z que temos que ter sempre em mente.
Mas o plano A é: Vai dar certo. Vamos com calma. Eu confio.
E por aí vai...
Conte até dez e respire de novo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Depois do noitão...

sol espera por você! 8-)

Três dedos de pó

É o que deve ter se acumulado nesse blog enquanto eu não escrevi.
Meu deus! Eita correria!
Esse mês foi muito corrido, com coisas boas e coisas não tão boas também.
Vai fazer praticamente um mês que eu não atualizo esse blog. Bom, estou atualizando agora.
O que posso dizer é que entre inscrições para vestibular, entrevistas, projetos, apresentações infantis, carta de motorista, maquete de cenografia, figurinos e a estréia das crianças me tomou muito tempo.
Mas mesmo assim, ainda sobrou um tempinho pra eu comprar um pandeiro, (é, eu também não sei porque, sou uma pessoa intuitiva) e arrebentar meu joelho andando de patins, e mesmo com muita dor, ainda não sobrou tempo para marcar um horário no médico.
Taí uma coisa que eu realmente não gosto: Médicos.
É como eu sempre digo, que pessoa em sã consciência escolheria medicina para estudar? Que pessoa quer ter uma rotina, passar dia após dia dentro de um hospital vendo pessoas doentes e infelizes sempre? Ninguém que vai ao hospital está feliz! A não ser as mães que estão tendo bebê, mas aí é outra história...
Operações, velhos morrendo, gente inocente sangrando com tiros... Ai! Não consigo entender!
Tá... Eu sei que a sociedade precisa de médicos... Mas pelo menos eu, no mínimo 70% dos médicos em que me consultei nem olharam nos meus olhos pra saber o que eu estou sentindo. Ficam cortando a gente enquanto a gente fala... Isso não é legal! Você tá com dor, quer ter atenção! E aquele cara te manda tomar um injeção que você nem sabe o que é e nem te deixa explicar o que você está sentindo ao certo.
Fora minhas infelizes experiências com médicos incompetentes na área de alergias ? Quantas vezes me mandaram tomar remédios que cruzados causam alergias e quase me mataram?
Ufa... Pronto. Sempre quis desabafar a respeito de médicos. Gente muito estranha, na minha opnião.
Mas voltando ao estranho mês corrido...
Ele me fez sentir como se eu estivesse literalmente numa TPM constante e infinita! Mulheres, cá entre nós, tem coisa pior?
Final de ano deve ser sempre assim. Acho que foi escrito que deveria ser assim.
Todo final de ano as coisas se acumulam e minha cabeça parece que vai explodir! São decisões que devem ser tomadas para o ano que vem, e você tem que dar conta de finalizar tudo o que começou, e deve finalizar bem! Com estilo sempre!
Por outro lado, é bom ver que o ano está acabando. Por mais que eu nunca tenha gostado de final de ano, logo depois dele vem a recompensa. Começo de um ano novinho!
Eu amo começo de ano! É tudo novo! Novos planos, novas idéias... Dá um ar tão bom!
Mas vou me despedindo por aqui. Agora as coisas estão ''ligeiramente'' mais tranquilas, e minha vontade de fazer postagens voltou.
Até breve.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Olhares pelo mundo






Hoje

Hoje eu não me preocupo mais.
Antes eu era um eu estranho.
Hoje não sou mais esse eu.

Hoje a palavra saudade tem outro significado pra mim.
Assim como perdão, paciência, tempo, amor e felicidade.

Hoje sou grata por coisas que antes não era.
A palavra saúde ganhou um espaço maior que antes.
Assim como família, amizade, cumplicidade, fidelidade e confiança.

Antes eu queria tudo.
Hoje me contento com o nada. Porque o meu nada já é tudo.

E hoje eu quero deitar no chão.
Sentir o sol no meu corpo.
Cair na piscina e fazer uma ligação pra alguém que eu não converso a muito tempo.

Hoje eu quero dar presentes caros e legais.
Hoje eu não quero bolo de aniversário.
Hoje eu envio cartas quilométricas e não espero as respostas.

Antes eu tentava esconder.
Hoje eu ponho em exposição.

Antes eu queria o triste.
Hoje eu quero todos os sentimentos misturados em excesso.

Hoje eu busco e vou atrás.
Hoje eu me mando e desmando.
Hoje eu vou embora quando quero.
Hoje eu quero e espero.

De manhã eu só meu pergunto: tem algo para comer? Um teto pra dormir? Um ar pra respirar?
Tá ótimo. Hoje eu vivo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Primavera ¬¬

Primavera é realmente a minha estação preferida...
Calor, flores bonitas... tempo fresco e gostoso...

Mas tá frio!
Tô gripada!
Tá chovendo!

Ah.... fala sério!
¬¬

sábado, 4 de outubro de 2008

Uma história simples

Abriu a porta lentamente e seu deparou com aquele quarto familiar. Já conhecia tudo naquele quarto, local de tantas lembranças, sonhos e insanidades. Aquele cantinho que guardava tantos segredos estava agora esquecido e abandonado.
O garoto que ali crescera agora já tinha ficado para trás, dando lugar a um outro ser, que talvez possa ser denominado homem.
Ele estava sozinho quando teve a repentina vontade de voltar a aquele lugar, de ver em cada objeto uma história pra contar. Na gaveta esquerda da escrivaninha havia aquelas cartas. Cartas de garotos, garotas, adultos e idosos. Palavras que ilustravam aqueles papéis.
Havia segredos atrás de cada lugar, de cada cantinho. Os brinquedos de infância, agora jogados ao chão pareciam ganhar vida, agir e invocá-lo.
Já não sabia mais distinguir o real do imaginário, o concreto do lúdico. Fantasia por todas as partes.
Ele não podia negar que não estava com medo de retornar ao quarto. De encarar o passado que ficou lá atrás.
Enfim seu olhar pairou sobre a porta retrato empoeirado que estava pendurado na parede escura. O rosto daquela mulher o assombrava quase todas as noites. Mas ainda sentia um prazer misterioso ao encarar aquele olhar e ver as curvas de seu rosto.
De repente ouviu um grito... Fumaça, muita fumaça invadia seus olhos...
Essa história não tem um começo, ou um fim, tem apenas um meio.
Quem era ele? Uma simples peça do cotidiano temporário que assola e transforma a humanidade. Quem sou eu? Eu sou ele, sou você, sou um sentimento, uma lembrança ou até mesmo uma simples história.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Porcelana

Ela nunca tinha pensado na vida, apenas vivia.
Ela tinha uma pureza hipnotizadora em seu sorriso.
Vivia da maneira mais bela, e fácil. Era simpática a todos que cruzavam seu caminho. Sua meiguice e seu jeito de menina eram transparentes por sua alma.
Sempre era elogiada em tudo que se propunha a fazer. Sua família? A melhor possível! Papai, mamãe e irmãzinha da pura classe média alta. Lutavam por seus objetivos, mas nunca passaram alguma dificuldade. Seus amigos? Muitos! Estava sempre rodeada de pessoas alegres e felizes.
Seu rosto parecia esculpido por um anjo! Seu olhar inspirava poetas e seus cílios, dizem que são mágicos.
Era mais fácil viver sua vida perfeita e deixar os problemas dos outros a parte.
Foi quando passeava de noite, por uma rua suspeita. Um letreiro vemelho dizia: motel. Ela parou, ficou mirando o letreiro com seus olhos encantados.
Na porta havia uma figura humana. Ela não sabia dizer se era masculina ou feminina. Era simplesmente uma figura do submundo.
Os cabelos mais sedosos que já vira, com um olhar carente, com uma gota de maldade que o mundo inseriu. Sua boca suculenta, traços de um homem-mulher.
Seu corpo? O mais esplendido que a natureza poderia criar
Sua barriga e seus quadris pareciam os de uma bailarina, seguido de pernas belas que lembravam porcelana. Seus pés? Os mais perfeitos do mundo inteiro.
Vestia um espartilho. Sua saia de pregas rosa lembrava uma bailarina em sua caixinha de música. Meias transparentes vermelhas um pouco rasgadas, lhe faziam parecer uma colombina encantada. Seu olhar era terno, sofrido, que demonstrava um sentimento que nenhum homem ou nenhuma mulher seria capaz de mostrar.
Segurava uma pequena sombrinha de renda rosa e branca. Que a fazia a imperfeição parecer perfeita.
Quando ela mirou a figura deste ser mágico, se sentiu inferior. Pela primeira vez na sua vida viu a realidade do mundo de uma só vez. Viu a inocência e maldade: tudo de uma vez naquele olhar. Sentiu que queria ser outra. Qualquer uma. Ser diferente, ser como qualquer pessoa. Ser real.
Quando aquela imagem mirou os cílios mágicos da pequena boneca, por um segundo quase perdeu a pose magnífica.
Lembrou-se de sua infância. Fantasmas do passado voltariam a lhe assombrar.
A sujeira de sua alma misturava-se com a bondade nela contida.
Foi com um sussurro que voltou a realidade, ainda no mais puro êxtase.
Quando os dois olhares se misturaram as duas lembravam-se do que brincavam quando crianças.
Bonecas de porcelana.
Viu-se cacos de porcelana no chão naquela manhã.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Passarinho

Estava eu fazendo minhas tarefas emocionantes, no caso colocando roupa pra lavar, quando ouvi um barulinho estranho... Olhei ao redor mas não percebi nada.

Logo depois o mesmo barulho novamente. Comecei a procurar.
Achei. Numa velha escada de alumínio estava preso um pequeno passarinho. Batendo as asas pra tentar sair.
Então abri a escada e o passarinho voou. E um outro pássaro surgiu também. Provavelmente a mãe do pequeno passarinho.
Eles ficaram um tempinho no teto e depois a mãe foi embora. O passarinho tentou segui-la mas bateu na parede e caiu.
E eu fiquei assim: ''e agora?''
Peguei o passarinho e subi em cima do telhado com ele, que foi pra onde a mãe voou. Fiquei com ele um pouco lá em cima e nada. Desci. Coloquei dentro de uma caixinha com um paninho branco, e coloquei a caixinha no alto de uma árvore. Espera... Espera...
Nada.
Aí eu já estava começando a me desesperar. O que eu vou fazer com esse pobre passarinho? Não posso deixar ele aí pra morrer!
Peguei ele. Esfarelei um pedacinho de bolacha salgada na minha mão e dei pra ele. Ele comeu. Devia estar com fome.
Molhei meu dedo e ofereci. Ele bebeu a água aos pouquinhos.
Coloquei de novo a caixa em que ele estava na árvore, uma segunda tentativa. Afinal, não sabia mais o que eu poderia fazer com o passarinho.
Quando perguntei pra ''alguém'' o que eu deveria fazer, a única resposta que obtive foi '' Ah, deixa ele por aí. Se ele morrer, fazer o quê?''
O egoísmo humano é realmente deprimente. Ninguém parece se preocupar com a outra vida que também sofre, e que também sente. Que tá aqui nesse planeta junto com a gente. Pra viver!
Mas voltando a história, é claro que eu não ia abandonar o passarinho.
Deixei ele na árvore e fiquei olhando. E lá se passaram vários minutos. Em torno de uma hora. Ocasionalmente eu oferecia algum farelinho pra ele comer, e água. Ele aceitava com gosto.
De repente ele voou.
Voou para alguma árvore e desapareceu. Me pareceu que era uma questão de estar pronto. Afinal, ele tinha batido com força na parede. Estava atordoado e com medo.
É claro que dava pra ter simplesmente ''deixado ele por aí''.
É a escolha. Sempre há a escolha.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A melhor surpresa

A mais doce... A mais sincera... A mais querida...

''- Lívia... Tem um homem e uma mulher no portão que querem falar com você...

- Quem é?

- Não sei... Mas tão te procurando...

- Nossa... Eu não conheço essas pessoas...

(...)

- Boa tarde. Você é a Lívia?

- Sou sim.

- Tem uma encomenda pra você.

- Uma caixa? AHHH!!! Tá mechendo!!!
O que é.... Ai meu deus! É o cachorrinho!!''



__________________________________________

E dele surgiu uma vida. Um amigo. Uma coisa fofa!
Um sentimento novo.
Só sei que amo.
Ele alegra meus dias e me faz feliz! =)

Cookie... Querido Cookie...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Instabilidade emocional

Eu feliz.
Eu confiante.
Eu cansada.
Eu insatisfeita.
Eu atarefada.
Eu preguiçosa.
Eu dolorida.
Eu sonhadora.
Eu com raiva.
Eu emburrada.
Eu carinhosa.
Eu com saudade.
Eu decidida.
Eu burra.
Eu inteligente.
Eu procurando.
Eu...
Eu mesma.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Silêncio

É... Acabou.
E do fim a gente faz um novo começo.
E depois de deixar uma casa a gente começa a construção de outra. Um novo lar.
Aquele já não era um lar pra mim, e nem para os outros. Mas como foi difícil deixar aquelas paredes... Onde eu descobri os mais puros sentimentos, as mais lindas lições...
E a família que se formou? Agora não se sabe mais...
Mas o mínimo que sei é que as lembranças ficam e pra sempre! Quanta risada... É delicioso rir com quem tem faz bem.
Mas já foi... Agora estamos saindo de casa... Que já não era casa há algum tempo...
É... acabou.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O encontro

Um dia me encontro
lá longe da vida
um dia encontro
esperança mantida

Um dia me encontro
e nem tão perdida
um dia encontro
a dor da partida

Um dia me encontro
a voz que é contida
um dia encontro
a coragem da ida

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Saber viver


A busca...

Agora, me responde! Porque diabos a gente nunca tá feliz?
E tem mais! Responde! Porque mesmo assim sempre queremos parecer que estamos felizes?
Sempre tem algo que incomoda, e até nos dias mais felizes, que você está de bem com o mundo, tem uma coisinha lá. Pequena e insignificante. Mais que fica lá te encarando. Te incomodando e fazendo uma feia manchinha chata no seu mundo cor de rosa.
Poxa... Nós, humanos, temos nossos objetivos e sonhos na vida. Coisas que queremos muito alcançar e lutamos para isso. Mas nunca é o bastante.
O tempo para você alcançar um objetivo é o tempo pra esse objetivo não ser mais tão importante pra você, e aí você já quer outro objetivo que está tão longe quanto o primeiro estava há algum tempo atrás.
Nós... Seres humanos somos a espécie mais chata do planeta. E isso tem um motivo! A nossa bendita consciência! Somos infelizmente (ou não) dotados dela.
Todos os outros animais não tem que se preocupar em ser felizes, afinal, eles podem simplesmente ser! (http://www.youtube.com/watch?v=DRJqrLd7MrE)
Enquanto nós humanos nos frustramos na eterna busca pela felicidade.
Talvez seja apenas isso... Uma busca. Uma eterna busca.
No geral são todos muito egoístas. As pessoas estão tão acostumadas a serem sozinhas e a lutarem sozinhas, que não se dão contam de que do seu lado, tem alguém que luta da mesma forma que você. E lutar junto, é melhor que lutar sozinho.
Mas lutar é uma coisa...
E quando alguém não sabe exatamente pelo que deve lutar? O que há de fazer?
E quando luta, luta, luta... Alcança! E quando chega lá se dá conta de que não é isso, e quer lutar por outra coisa... Tão distante.
Os sonhos são mutáveis. E essa deve ser a brincadeira que a vida mais gosta. Brincar com os nossos quereres... Ela nos prega peças!
Futuro... Próximo e detestável futuro.
Talvez o melhor relacionamento com ele seja simplesmente... Ignorá-lo. Mas não é tão simples assim. Afinal, não somos máquinas ou robozinhos em que escolhemos, apertamos um botão e está feito! São pensamentos, medos e sentimentos angustiantes que do nada resolvem aparecer para atormentar.
É claro que sabemos a resposta. Viver o presente ao máximo!
Mas nem isso é tão fácil assim...