"Um caminho que se percorre não com pernas, mas com coração. E onde o único desafio que vale, é percorrê-lo por inteiro."


domingo, 19 de abril de 2009

Velho gosto

Alta noite já sei ia, e no caminho dela parecia mesmo que ninguém andava.
Mais exatamente meia noite e cinquenta e sete. Esse era o que dizia o relógio na prateleira.

Seus olhos estavam cansados. Tudo era devagar. Tudo era nostalgia.
E a música repetida já soava diferente em cada nota, cada som que saia de um certo piano.
Eram poucas coisas na verdade. Um copo vazio, livros, cadernos e embalagens abertas de comprimidos.
Eram muitos pensamentos na verdade. Amor, futuro, pesares, dores, paixões, cheiros, gostos.
Gosto. E a nostalgia.
E de repente o que já se passara ainda estava vivo. Ali nas lembranças. Junto dela.
Via claramente, sentia e fluia. Entre toques.
Era só. Era só mas era nostalgia.
Era nostalgia por isso era dois.
Ou duas.
Três ou quatro. Gostava de desafios.
Ela ria sozinha observando a rua deserta. O som dos risos ecoavam longe.
Era frio e era nostálgico.
Seu corpo tremia quando o vento cortante chegava. Não só de frio o seu corpo tremia.
Era nostálgico e era gelado. Ou quente por dentro.
Buscou sua jaqueta de guerra. E naquela ação queria ter tido uma epifania. Uma revelação!
Mas não teve. Só a amiga nostalgia. Seria mais bonito dizer que ela finalmente percebeu algo muito importante. Tão importante a ponto de mudar a história ou a compreensão dos fatos. Algo que fosse quase matemático e poético ao mesmo tempo.
Mas não houve nada. Apenas uma velha mesa e uma antiga jaqueta azul.
Retorna aos pensamentos. Os beijos. Ah sim... Os beijos.
Ternos e açucarados. Certa vez amargos.
Ela olha pra frente e quer ver o caminho. Mas a nostalgia a segue. Afoga-a.
Ela espera pelo momento ou pela ação reveladora, que lhe trará novas esperanças. Uma ação de plena convicção, compreensão sobre a vida talvez.

Espera. Espera.
Espera.
.

Não aconteceu esse momento ainda. Ela desiste dele.
Segura sua face entre as mãos.
Sem fôlego.
Se entrega a companheira da noite. Nostálgica nostalgia.
Seus dedos delicadamente tocam a boca. E seus olhos fecham.


Silêncio.

domingo, 12 de abril de 2009

Lívia Vegetariana

Esses dias me peguei olhando o calendário e fiz a descoberta de que faz um ano e um mês que eu não como nenhum tipo de carne.
Sim!!! Só!!!

Fiquei surpresa! Muito surpresa!
Pra mim, é muito difícil acreditar que em alguma época da minha vida eu comia carne diariamente sem nenhum tipo de preocupação ou conhecimento sobre o que eu estava ingerindo, ou que impactos isso causaria a inúmeros animais e ao meio ambiente.
Se eu tenho alguma certeza na minha vida, é de que eu nunca mais voltarei a comer carne.
Na verdade eu estava pensando sobre isso principalmente por causa da sexta-feira "santa". Obviamente, na minha casa foi o típico bacalhau de inúmeros jeitos: cozido, assado, na salada, etc. E como é comum nesses encontros religiosos toda a família veio. Eu cheguei meio atrasada pro almoço, cumprimentei a todos e me coloquei no fogão para fritar alguns bolinhos de soja, fazer uma salada de alface e tomate, e cozinhar alguns pedaços de batata.
Quando e cheguei na mesa com a minha comida não teve outra. Foi o comentário geral! De uma coisa tão simples, na minha família causou o mesmo impacto que se eu tivesse entrado na cozinha totalmente nua dançando flamenco com uma melancia no lugar da cabeça!
E hoje (Páscoa) foi a mesma coisa! Enquanto estavam todos comentando alegremente sobre "comer a coxa do frango", ou "deixa o peito pra mim" ou ainda o "é tia! o bicho é muito grande mesmo!", estava eu novamente pegando a salada de batata e um pouco de macarrão.
Só que agora eu me irritei! Me irritei tanto, tanto, tanto.... Acho que eles nunca conseguiram me irritar tanto em relação a isso!
E eu vou provar! Semana que vem vou marcar um exame de sangue e serei a prova viva de que o ser humano não precisa comer carne para ter os níveis de proteína normais!
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Sobre esse assunto, gostaria de contar como foi que me tornei vegetariana...
Bom, conheci e tive muito contato com alguns amigos meus que era vegetarianos e defendiam essa causa, a Karine por exemplo! (Valeu ká!)
=) E assim minha curiosidade pelo assunto começou a aflorar...
Eu via fotos chocantes nos orkuts deles, e comecei a pesquisar na internet e a conversar com as pessoas sobre isso...
Então eu descobri um site que me ajudou muito! O Vista-se!
Ele tinha todas as informações que eu precisava! Respondia todas as minhas perguntas, dúvidas e afins. Não demorou e me cadastrei no site onde até hoje recebo diariamente as novidades.
Aqui estão algumas imagens de ótimas campanhas:





Pelo site, eu comecei a ter contato com vídeos e imagens disponíveis no youtube. Depois disso peguei com uma amiga emprestado o dvd "Terráqueos" e fiz uma cópia. Eu super recomendo esse dvd, pois ele nos mostra uma verdade que desconhecemos. Ele mudou muita coisa dentro de mim.
E há também um ótimo dvd nacional que se chama "A carne é fraca". Se eu não me engano custa apenas R$15,00 comprando na internet pelo instituto Nina Rosa.
Outros ótimos sites vegetarianos :

Depois de muito perguntar, pesquisar, me informar, encher o saco de vários vegetarianos pela internet eu resolvi simplesmente "tentar".
Acordei um belo dia pela manhã e disse: "Só por hoje eu não vou me alimentar de carne. Só por hoje. Pra ver como seria."
Ótimo! Tomei um café da manhã normalzinho.
E aí chegou o almoço. Lembro que estavam fritando filé de frango quando eu disse que estava fazendo um teste, e não queria comer aquilo naquele dia. Pronto! Falaram um monte mais eu ignorei. Continuei o dia sem absolutamente nenhuma dificuldade. E a janta foi facílima também.
Pronto! Acabou o dia! Foi fácil, simples e diferente do que muitos pensam "indolor"!
Desde aquele dia nunca mais comi carne. E aos poucos fui descobrindo outros sabores! Como a soja, o tofu, legumes e frutas que eu nem sabia existir e muito menos sabia o quanto são saborosas.
Pra mim o mais importante é que você simplesmente se importe. Tenha consciência do que você vai comer e de como isso pode interferir na sua saúde, no seu meio ambiente e principalmente na vida dos animais.

Será que é realmente correto você tirar a vida de um animal para poder comer?
Fazer ele sofrer horrores só pra aumentar o potencial do seu paladar?
Afinal, os animais também querem viver!
O que faz você pensar que a sua vida é mais importante do que a vida deles? Uma vez que eles também tem sentimentos, também sentem dor e tem uma vida assim como você!
Se você compra carne, você paga pela morte daquele animal. Se você tivesse que matar pra comer? Seria vegetariano?







Hoje não como carne, ovos ou tomo leite. Também não compro roupas de lã, couro, peles (com certeza que não!). Deixei de ir a zoológicos, circos com animais, ou de andar a cavalo (coisa que fiz uma vez). Pescaria nunca gostei e continuo não gostando. Te faz mais feliz furar a boca de um peixe? ¬¬

Porém ainda uso alguns derivados. Maionese, queijo, chocolate, massas...
Mas pra mim o importante é que hoje eu tenho consciência do que é, coisa que antes não me importava nenhum pouco.
Aos poucos estou tentando melhorar cada vez mais a minha alimentação, e me sinto muito feliz com isso, agindo de forma mais ética e consciente em relação aos animais.
É um alívio saber que posso me alimentar livremente sem causar mal algum a nenhum animal.

Consciência limpa.

Consciência limpa e olhos abertos.


O que todos deveriam ter.

domingo, 5 de abril de 2009

Esperas

Ainda irão esperar...
A espera gritante
Cortante
Raspante
Que escorria garganta acima
Naquele instante

Não adiantava fazer
Queria era gritar
Chorar, brilhar
Berrar
Cantar
Mas só havia de esperar

Onde, quando, como, porquê...
Nada havia, há de quê
E o ponteiro vai se movendo
E regendo

A espera parecia até cantada
Narrada
Talvez filmada
Ou apresentada

E a gente via...
Eles ainda vão esperar

Agir? Pra quê?
Não. Perigo.
Antes da espera
E eu te digo

Não fazerás
Roubarás
Matarás
Viverás
Consente e aquieta-rás

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Momentos Caetanos

Não sei extamente porque o destino gosta de colocar Caetano Veloso como trilha sonora da minha vida... mas vá lá....
O interessante é que no último dia acabei esbarrando por músicas do Caetano, e como gosto muito dele, decidi colocar aqui no blog como registro.
Na verdade o fato de eu gostar de Caetano Veloso faz parte das normas musicais que fui criada, ou mais explicitamente dizendo ''Meu pai me obrigava a ouvir.''
Sou grata por isso, afinal é uma coisa que hoje gosto muito.

Mas uma coisa tem que ser dita (ou escrita no caso): que eu era a única menina na terceira série que ouvia Caetano Veloso, Rita Lee e andava com um belo livrinho do Paulo Coelho na bolsa eu era sim....

Canto de um povo de um lugar

Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia

Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde

Quando a noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite

Pipoca moderna

E era nada de nem noite de negro não
E era nê de nunca mais
E era noite de nê nunca de nada mais
E era nem de negro não
Porém parece que hágolpes de pê, de pé, de pão
De parecer poder(E era não de nada nem)
Pipoca ali, aqui, pipoca além
Desanoitece a manhã
Tudo mudou

Leãozinho

Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho

Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho

Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã...
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu...

Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba

Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sê feliz? Pode comprá!

(Leia pausadamente)

''Minha senhora, meu senhor...
Desculpe estar atrapalhando sua viagem neste blog nesse momento.
Eu podia estar matando.
Eu podia estar roubando.
Eu podia estar traficando.
Mas não!
Estou aqui pedindo um minuto de sua atenção.
Estou aqui para conversar um minuto com vocês e vender para que eu possa me sustentar.
Estou agora vendendo felicidade.
Meus amigos, se alguém quiser comprar a felicidade para me ajudar, por favor, fique a vontade.''

Dias conturbados. Meus dias são sempre assim. Conturbados.
Mas esse mês eu me fiz uma pergunta da qual achei que sempre soubesse a resposta.

''Dinheiro compra felicidade?''
Eu sempre respondi: Claro que não! Dinheiro não compra e nem é sinônimo de felicidade pra mim''.

Não é segredo para ninguém que eu tenho o meu lado ''hipponga'' bem aguçado. E não é muito difícil me ver com um chinelo e um vestidinho estampado ouvindo Raul e dizendo: ''Paz e amor, bicho!'' Ou então pousando para uma foto com os dois dedos da mão para cima... ''Paz e amor!''.

Mas final, dinheiro compra ou não compra felicidade?
Ultimamente não pude deixar de reparar que se tivesse mais dinheiro acho que seria bem mais feliz. Pelo menos nas atuais circunstâncias.
Se eu tivesse mais dinheiro, não estaria indo para faculdade com um peso gigantesco nas costas... um peso que custa pra mim e para o meu querido pai grandes parcelas mensais (por assim dizer).
É claro que é um absurdo! E é claro que estou ralando e fazendo o possível e o impossível para conseguir a tão querida bolsa de estudos.

E se eu tivesse mais dinheiro?

Se eu tivesse dinheiro, além de tirar o tal ''peso'' das costas eu estaria fazendo um belíssimo curso de teatro musical. E isso me faria feliz. Matematicamente falando, nesse caso: DINHEIRO TRARIA A FELICIDADE.

Se eu tivesse dinheiro eu já teria voltado a estudar musica, piano e violão. E isso me faria feliz. E mais uma vez, nesse caso: DINHEIRO TRARIA A FELICIDADE.

Mas eu estou tão impressionada comigo mesma, que mal posso acreditar que estou escrevendo isso agora, afinal, nunca acreditei que dinheiro traria felicidade. E sempre achei que devemos sempre ser felizes com aquilo que temos.
Sonhar? Melhorar? Correr atrás? Claro que sim! Mas sendo felizes no aqui e no agora da forma que for.

Mas vendo por outro lado, eu sou feliz.
Tenho amigos ao meu lado. E o dinheiro não os trouxe até mim.
Tenho uma família comigo. E o dinheiro não os trouxe até mim.
Tenho saúde. E o dinheiro não trouxe isso até mim.

Dinheiro.
Na minha opnião a grande merda da humanidade.
Desde que tem havido dinheiro tem havido mortes e desgraças em nome dele.

Sou feliz e sou agora. Com dinheiro ou sem dinheiro.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Dez pedidos...

... de um cão ao dono.


1 - Minha vida dura apenas uma parte da sua, e qualquer separação de você significa um sofrimento muito grande pra mim. Pense nisso antes de me adotar...


2 - Tenha paciência e me dê um tempo para que eu possa compreender o que você espera de mim. Você também nem sempre entende imediatamente as coisas...


3 - Deposite sua confiança em mim. Pois eu vivo disso e vou sempre lhe ser Fiel...


4 - Nunca guarde rancor de mim. Se eu fizer algo que não lhe agrade, não me bata, não me prenda. Fale comigo! Você tem outros amigos além de mim, seu lazer, seu trabalho, sua família...Mas eu só tenho você!...


5 - Converse comigo. Me dê atenção e carinho. Eu não entendo todas as suas palavras, mas me faz bem ouvir sua voz falando só pra mim...


6 - Preste muita atenção como você, seus amigos e suas visitas me tratam. Eu jamais esqueço...


7 - Também pense, quando você quiser me bater...Eu poderia facilmente morder a mão que me agride e machuca, mas por te amar e respeitar não faço isso...


8 - Se alguma vez você não estiver satisfeito comigo, porque estou de mau-humor, preguiçoso ou desobediente, pense que talvez a minha comida não esteja me fazendo bem, ou que eu esteja muito exposto ao Sol, ou que meu coração esteja um pouco cansado e fraco...


9 - Por favor, tenha compreensão comigo...Quando eu envelhecer não pense em me abandonar para para adotar um cãozinho mais novo e bonitinho. Você também vai envelhecer...


10 - Quando chegar meu último e mais difícil momento, fique comigo. Não diga: "Não posso ver isso". Com sua presença tudo ficará mais fácil para mim. A fidelidade de minha vida deveria compensar este momento de dor...



Peguei esse texto de uma comunidade do orkut '' Dez pedidos de um cão ao dono''.

*Eu tento pensar com muita calma nesse texto toda vez que o Cookie me apronta alguma.*


Aliás, aproveitando a oportunidade vamos fazer um ''antes e depois'' do Cookie, meu cachorro.



ESTE É O COOKIE QUANDO ELE CHEGOU EM CASA....


ESTE É O COOKIE MAIS OU MENOS 5 MESES DEPOIS...

Acho que ele cresceu um pouquinho né??? *-*

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Uns e umas

Um mês: Agosto.
Um dia da semana: Sexta.
Uma bebida: Vinho.
Uma comida: Vegetariana.
Um pecado: Impudor.
Uma qualidade: Determinação.
Um defeito: Egocentrismo.
Uma fruta: Maça.
Uma flor: Rosa.
Uma cor: Vermelho.
Um animal: Leão.
Um som: Som dos passos no palco.
Uma música: Leãozinho (Caetano Veloso)
Um estilo musical: Muitos, desculpa aí mas não dá pra escolher não.
Um sentimento: Amor.
Um livro: Harry Potter.
Um escritor/dramaturgo: Nelson Rodrigues.
Um lugar: Teatro.
Uma parte do corpo: Olhos.
Uma expressão facial: Sorriso.
Um filme: V de Vingança.
Uma estação: Primavera.
Um amor: muito forte.
Um momento: ''Ratos Urbanos''.
Uma frase: ''A esperança de poder rir todos os risos e chorar todos os prantos.''

sábado, 3 de janeiro de 2009

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Quereres - quero e quero já

Sempre que começa um ano novo, eu procuro fazer uma lista de objetivos e coisas a realizar neste período curto de 12 meses. E infelizmente, normalmente acabo percebendo que consigo apenas realizar a metade da extensa lista.
O ano de 2008 para mim foi uma confusão geral. Foi o o ano que tinha TUDO para dar certo. Foi o ano em que eu comecei um milhão de planos, cheia de alegria. Porém, por conta do destino esses planos foram sendo tirados de mim: um por um. E acabou que fiquei meio insatisfeita.
Em troca desses planos arrancados, outras coisas muito interessantes surgiram para salvar meu ano (não vou citar aqui por serem coisas demais pessoais que só interessam a mim mesma e a mais ninguém).
Diria que 2008 foi um ano regular.
Frustrado para meus planos, mais com surpresas saborosas brotando aos poucos.
Quero muito mais de 2009.

________________________________________________________
Quero planos concretos realizados. E quero surpresas fortes.
Quero novidade. Quero vida.
Quero força.

Quero um grande foco e as bençãos de dionisio sob mim.
Quero ligação e quero energia.
Como gritaria um antigo diretor muito especial : '' Vamos lá gente! VOLUME! ENERGIA! ''

Quero muitas leituras.
Quero muito aprendizado.
Quero muito texto a decorar.
Quero muitos personagens pra entender.
Quero pernas para correr, voz para gritar.

Um travesseiro pra sonhar.
Uma realidade a transformar.
Pessoas pra comungar.

Cérebro pra lavar.
Corpo pra movimentar.
O impossível pra realizar.

Quero do gosto experimentar, da textura sentir.
Quero os sentidos abertos, os olhos fechados e a cor a sair.
Quero a disposição de todos. Quero indivíduos abertos ao meu redor.

Um ar pra respirar e um motivo pra existir.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Quatro coisas

Quatro coisas sobre mim, que pode ser que você saiba ou não, em nenhuma ordem especial.

Quatro trabalhos que tive em minha vida:
1. secretária de imobiliária
2. professora de teatro
3. atriz
4. palhaça

Quatro lugares em que vivi:
1. Minha casa antiga
2. Praia Grande
3. Casa da minha prima
4. Águas de lindoia

Programas de TV que assistia quando criança:
1. Chiquititas
2. Castelo Rá Tim Bum
3. Cavaleiros do Zodiaco
4. Cavalo de Fogo

Programas de TV que assisto:
1. HBO / HBO2 - para ver os pedaços que eu perdi
2. Miame Ink, troca de familias, extreme makeover - esses do people and arts
3. O Maravilhoso mundo de Disney
4. canal Brasil

Quatro lugares que estive e voltaria:
01. o skycoaster do hopi hari
02. cachoeiras perdidas
03. alguns palcos e algumas platéias...
04. Nordestina

Formas diferentes que me chamam:
01. Lívia
02. Lica
03. Xuxu
04. Primona

Quatro pessoas que te mandam e-mails todos os dias (ou quase):
01. o site vista-se
02. a primona
03. convites para espétáculos e workshops
04. vírus e gente convidando pra bailes funks etc... ¬¬

Quatro comidas favoritas:
01. Yakisoba Vegetariano
02. Macarrão da minha vó
03. pizza do glória, pizza de frigideira
04. arroz, feijão, hamburguer de soja, pepino, repolho, tomate e beringela.

Quatro lugares em que desejaria estar agora:
01. No teatro municipal de São Paulo!
02. Em uma viagem.
03. No topo de alguma montanha.
04. Procurando Wally


* Eu recebi isto por e-mail já faz algum tempo. Se você gostou, apague todas as minhas respostas e escreva as suas. Depois, envie isto para quem você quiser, e retorne para quem te enviou. Na teoria, você ficará sabendo um pouco mais sobre as pessoas que você conhece.*

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal !


Este ano meu natal infelizmente foi menor, não dá pra negar...

Mas de qualquer forma foi muito divertidoo!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Num asilo de São Paulo...

Quantas pessoas você ajudou esse ano?
O que você fez pra uma pessoa que tenha menos recursos que você?
O que você espera da sua velhice?


Este ano pela primeira vez na minha vida eu visitei um asilo. Fui junto com o Colégio Pentágono e o ''Papai Noel''. As crianças do colégio particular levaram alguns presentes para os velhinhos carentes, mas o que eles mais gostavam não era os presentes. Eram os sorrisos, os abraços, os toques e as palavras.
Quando eu entrei fiquei chocada. Tantos velhinhos com pouca consciência indo pra cima de você. Sedentos por atenção. Uma palavra, um olhar.
No começo eu me assustei. Estava com medo deles. Eles eram humanos tão diferentes e peculiares. Simplesmente estranhos. Não tinham mais muita noção de nada.
Mas aos poucos fui me soltando e conversando com eles.
Várias vezes eu simplesmente, diante de alguns casos peculiares, segurava as lágrimas e ia pra algum cantinho isolado chorar.
Afinal, o que mais essas pessoas podem esperar da vida?
Elas ficam muitas vezes sozinhas, esperando a hora de comer, do banho e de dormir. Toda a vida já ficou pra trás. Esperando quem sabe a morte chegar.

Eu como atriz, não pude também deixar de reparar a quantidade de personagens extraordinários que havia ali. Todos com seus trejeitos e suas histórias para contar.
Observei e escutei muito. Abracei e troquei experiências.


Foi realmente intenso pra mim.
Eu estava ajudando a servir frutas para os velhinhos quando ouvi um choro muito intenso. Parecia um choro de bebê. Mas havia algo perturbador naquele som. Afinal, eu sabia que não poderia ser de um bebê, e era tão desesperador que fiquei até com medo de procurar de quem era. Foi talvez o caso que mais me chocou. Quando comecei a procurar dei de cara com essa senhora da foto, deitada em sua cama e gritando igual a um bebê.
Morrendo de medo eu chamei a enfermeira e ela disse: '' Não se preocupe não! É Normal! ''
Logo descobri que essa senhora era chamada de Xuxinha. Ela não podia se levantar, pois tinha os movimentos muito limitados, então passava a vida toda na cama. Essa senhora a muito tempo já perdera a consciência. Ela apenas fica deitada enquanto as pessoas colocam papinha na sua boca, e a limpam com panos úmidos todos os dias. Ela mal consegue abrir os olhos.
Sobre movimentos ela faz apenas um: leva sua mão até o rosto e retorna pra segurar a barra de segurança da cama (como na foto). E ela realiza esse movimento repetidamente e incansavelmente. É meio decadente de se ver. E ela chora. Então a enfermeira levantou sua camisola e esfregou a barriga dela com as mãos. Imediatamente o choro de bebe se transformou em uma risadinha de criança. E essa é a vida da Xuxinha, que já tem essa rotina no asilo há mais de vinte anos.
Quando a via não aguentei. Fiquei alguns minutos no banheiro enxugando as lágrimas.



Essa outra senhora da foto não me recordo o nome, mas me chamou atenção na hora de comer sua sobremesa: mamão amassadinho. Em sua cadeira de rodas, ela não parecia muito consciente. Na realidade me recordou muito um personagem de teatro, talvez do grupo Lume.
Sua fruta já havia acabado há muito tempo, mas ela continua fazendo o movimento de pegar a fruta com a colher enquanto se projetava para frente e para trás na sua cadeira de rodas.
Ela não falava, e tinha o olhar fixo no seu potinho. E tentava sem parar pegar um alimento inexistente ou invisível do potinho de sobremesas.

Já este dois velhinhos desta foto, estavam quietos e isolados num canto do asilo. Decidi ir lá conversar com eles.
Eu cumprimentei e abracei primeiro a senhora de rosto manchado, que retribuiu feliz com um sorriso. Ela tinha um ''tique'' de sempre ir pra frente e pra trás na sua cadeira, e também de esfregar as duas mãos enquanto fala. É perceptível que ela tem uma grande dificuldade em juntas as palavras para formar uma frase coerente. Quando cumprimentei o senhor japonês, ele só me estendeu a mão com bastante dificuldade, e eu disse: '' Boa tarde! Tudo bem com o senhor? ''. Mas pelo jeito ela já não conseguia mais falar, e começou a resmungar muito e com muita intensidade. Era óbvio que ele tentava falar, e queria muito se comunicar, mas não era possível entendê-lo.
A senhora ao lado, vendo que eu não entendia me deu um olhar do tipo '' Melhor deixar ele. Coitado. Essa é a nossa vida.''
Então comecei a conversar com a senhora. Ela tinha bastante dificuldade pra conversar, e se concentrava muito, mas mesmo assim era possível dialogar com ela. Ela me contou sobre sua vida. Trabalhava em uma fábrica de tecidos, e me contou muito sobre seu serviço: ela adorava. Seu marido já havia falecido, e ela estava neste asilo a nada mais nada menos que 30 anos. Ela me contou que tinha 5 filhos: 3 meninos e 2 meninas. Eu perguntei o nome dos filhos, mas ela não soube responder, disse que já tinha esquecido. Mas que tinha certeza que uma de suas filhas se chamava Eliana. Eu brinquei com ela, falando que era o mesmo nome da cantora e apresentadora Eliana. Ela então se confundiu, e eu ouvi ela contar pro outro senhor que a sua filha era cantora e apresentadora de TV.


Este senhor tinha os membros inferiores amputados e também não se comunicava muito bem verbalmente. Mas trazia algo em seu olhar que comunica uma criança dentro dele.
Muito alegre de nos receber, na cabeceira de sua cama guardava uma foto de ''Feliz 2006!'' onde ele e o Papai Noel haviam tirado uma foto juntos. A foto estava empoeirada num pequeno porta retrato, mas ele sorria ao olhar para nós e devolver o olhar para a foto. Ele era caminhoneiro. Havia passava metade de sua vida dirigindo na estrada. Contava com dificuldade, mas com muita alegria. Ele pediu para nós um radinho de pilha para ele ouvir suas músicas de caminhoneiro. Perguntei para a enfermeira se poderia comprar um rádio para ele e deixar lá. Ela me disse que ele já tem o rádio, mas que quando fica nervoso ele sempre o joga contra a parede, então pediu para que não comprássemos o tal radinho. Também pudera, quem não ficaria com vontade de jogar um rádio na parede tento as duas pernas amputadas e vivendo na cama de um asilo dia após dia?

Essa senhora era realmente uma digna princesa. Da foto não dá pra ver muito bem, mas sua marca registrada é uma coroinha prateada que usa todos os dias. Diferente dos outros acima ela até que tem boa saúde e consciência. Quando tirei esta foto ela estava cantando e dançando para as visitas, para mostrar o quanto de alegria de viver ela ainda tem.
Suas roupas são todas coloridas, e sua risada é reconhecível a distância.

Este senhor poderia ser um bebê se não fosse pelos seus 80 anos de idade.
Ele tem um quê de quem vê tudo pela primeira vez. Muito interessado em tudo, ficou simplesmente encantado quando mostrei sua foto na câmera digital.
Soltou uma risada fraquinha.
Ele carrega sempre esse olhar. Meio espantado e admirado com as coisas.
Ele olha dessa forma para uma foto digital, para seu café da manhã, para sua cama e para suas roupas.
Como se fosse tudo uma impressionante novidade.
Esta foi a ultima com quem eu conversei.
Ela é simplesmente extraordinária! Foi a senhora que eu passei mais tempo conversando.
Ela está no asilo há mais de 30 anos, é solteira e não tem filhos.
Ela diz que nunca se casou porque nunca quis se casar e ''só''.
Muito simpática, gostava muito de receber beijinhos e abraços. Quando eu mostrei a foto da câmera pra ela, ela se assustou e disse: ''Nossa! Como eu estou velha!''. Eu brinquei com ela e disse: '' Velha nada! A senhora tá ficando é cada vez mais bonita! ''
Esses são apenas alguns casos das centenas que conheci no asilo em que visitei. Haviam (a maioria) os que amavam os presentinhos dados pelas crianças: dois pares de meias e um potinho de talco (presente requisitado pelos enfermeiros), e haviam também os que não gostavam, não queriam conversar e eram mal humorados: esses não podíamos forçar a barra.

Muitos dos velhinhos estavam lá desde que o asilo abriu há cinquenta anos e muitos muitos mesmo nos agarravam implorando por balas (diabéticos) e por alguns cigarros.

Eu não parava de pensar que estas pessoas eram pessoas comuns. Caminhoneiros, jogadores de futebol (campeão do São Paulo que ama ler Agatha Christie), donas de casal, viúvas e trabalhadores regulares. Não podia deixar de pensar que talvez eles nunca tivessem imaginado esse fim pra suas vidas. E quem me garante que esse não será um fim futuro pra minha vida?

Incrível foi ver o modo como as crianças do Pentágono interagiam com os velhinhos: sem medo algum, demonstrando muito interesse e alegria.




















Cartoon

Você já viu as novas revistinhas estilo mangá da ''Turma da Mônica Jovem'' ??
É bem legal... E divertido! Matei a saudade da época em que eu lia gibis...
Eu tinha duas caixas enormes cheias de gibis embaixo da cama... O gibi da turma da mônica foi a primeira coisa que eu gostei de ler.
Me inspirei tanto que desenhei a Magali e o Cascão jovens... =)


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Reflexozinho de dezembro

Muita coisa na cabeça ultimamente.


O Natal vai chegando... Final do ano... E fica no ar aquela sensaçãozinha estranha e muito dificíl de descrever. Tão difícil que não vou nem tentar. Você sabe do que eu estou falando.


Mas o ano que vem está aí... Com uma promessa de ser um ano bem melhor do que 2008, pelo menos para mim.


Esse ano não foi muito bom pra mim. Tá... Estou sendo muito ingrata, eu sei! Mas é disso que se trata não é? A vida? A gente quer sempre mais. Eu sei que eu sou assim.


Luto pra alcançar um objetivo a todo custo. E quando depois de muito luta finalmente alcanço, ele já não vale muito pra mim, e já tenho outra coisa em mente. Eu sei! É meio impossível viver feliz dessa forma. Mas eu vivo! Acredite! Você começa a perceber que conseguir essas coisas já não são tão importantes, e vê que a melhor parte é mesmo correr atrás.


E muito bom é você olhar pra trás e ver os tantos objetivos que você já alcançou.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tattoo a la sonho.

Eu adoro tatuagens.
Sempre quis fazer uma.
Na adolescência eu fiz um pacto comigo mesma: farei uma tatuagem no dia que completar meus dezoito anos.
É. Os dezoito anos chegaram e nada.
Você vai me falar: - Mas Lívia, porque? Se você tem tanta vontade faça sua tatuagem!

Porque? Por um simples motivo.
Alguém me disse um dia que teatro requer sacrifícios. Constantes.
Pois é.

Imagine eu fazendo um personagem de época, ou até mesmo qualquer personagem com uma bela tatuagem a la Lívia nas costas?
Muita gente vai falar: Faça! Não tem problema não!
E muita gente vai falar: Lívia, espere.... Não faça ainda! Você pode se prejudicar.

Hoje eu sonhei que fiz uma tatuagem lindíssima. Que simbolizava uma guerra entre vontades. Com dois ''seres'' lutando, e várias flores lindas em volta. Era enorme. Ia dos meus braços, pro lado esquerdo das minhas costas e descia até a minha cintura. Linda.

Mas teatro requer sacrifícios. E eu não tenho coragem de arriscar. Pelo menos hoje.
Mas a vontade tá grande... Grande...

Mas quem sabe um dia....

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Corra Lívia, Corra

Corre! Vai! Vai!

Você tá atrasada! Corre!
Atravessa e não olha para o farol.
Olha o seu ônibus! Tá saindo!
Vai! Corre!

- Motorista! Motorista! Espera aí!

Pronto. Pelo menos você entrou.
Corre ônibus... Vamos! Tô atrasada!

- Motorista, dá pra abrir pra mim aqui? Fica mais rápido...
- Dá não.
- ¬¬

Desceu.
Corre Lívia!
Você vai perder o trem!

Droga Lívia! Era ele...
Corre! Compra o bilhete logo!

Pronto. Espera o próximo trem.
Chegou.
Vamos logo trem... Pelo amor de Deus!

Ótimo. A luz é a próxima estação.
Ai! Parou!

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização''.

Que ótimo!

5 minutos.
10 minutos.

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização''.

15 minutos.
20 minutos.

- Senhores passageiros, informamos que estamos parados por ''problemas de sinalização'' Sem previsão de retorno.

25 minutos.

Vai logo trem do *##$% !!!

30 minutos.
Voltou a andar.

Ok. Lívia, se você quer chegar a tempo você vai ter que correr como nunca correu na vida!

Abriu a porta.
COOOORREEEEE!!!

Droga! Essa sapatilha escorrega!
Mas não dá tempo de tirar.
Merda. Esses $%#@ desses caras que ficam zuando...

Ai! Bateu.

- Desculpa moça... Mas eu tenho que correr!

CORRA LÍVIA, CORRA!

Lívia, você perdeu o metrô.

-Ai metrô! Vai logo!

Chegou. Entra correndo!

Barulho, polícia e confusão!

Uma moça fala:
- Nossa! Roubaram o celular de uma moça!

Lívia, é melhor você checar seu celular.

- Ah não! Roubaram meu celular!

Quer saber? Que se dane! Eu vou chegar lá de qualquer jeito. Com celular ou sem celular.

Voz no microfone:
- Próxima estação: São Bento.

Abriu as portas.
Policiais e homens tentando prender um sujeito.
Um policial fala:

- Moça, esse celular é seu?
- É sim moço... Mas....

Ai meu Deus! Lívia, ele tá te puxando pra fora do metrô.
O metrô foi embora. E você ficou parada na estação.

- Moço, eu tenho um compromisso inadiável em sete minutos.
- Senhora, eu sou Elias. Policial disfarçado no metrô. A senhora terá que me acompanhar até a delegacia.
- Mas moço... Eu preciso chegar....
- Se a senhora quer seu celular de volta, terá que me acompanhar até a delegacia e prestar depoimento. Eu vi ele te roubando e serei sua testemunha.

É Lívia... É melhor desistir.

Quatro horas na delegacia.
Muitas perguntar. Depoimento. Vítima.
Reconhecer celular. Mais perguntas repetidas.

- Preso em flagrante por um policial. Décima primeira passagem pela polícia. 5 anos de prisão.

Duvido muito.

É. Não deu.
Mas o dia não foi uma perda total.
Afinal, o policial era lindoo.....

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

São eles! Os pequenos!

Eu queria ser uma pessoa calma. Eu realmente queria.
Respirar fundo e resolver os pequenos problemas irritantes com calma, muita calma.
Mas eu não sou. Eu sou muito nervosa. E me irrito com facilidade.
Eu queria que os pequenos problemas do dia-a-dia não me afetassem tanto. Porque são eles! Os grandes problemas parece que eu consigo resolvê-los com mais calma. Mas os problemas pequenos que aparecem de surpresa como pequeno gremlins destruidores que vão devastando aos poucos tudo o que vêem pela frente.
São problemas pequenos! Os causadores da destruição da humanidade! São eles que me estressam e me impedem de gozar a plena felicidade!
São eles simples e malignos como um CD que eu preciso levar hoje, mas que ele não quer gravar de jeito nenhum!
Ou então o creme de cabelo que some e você não acha em lugar nenhum, e depois de quinze minutos seu cabelo seca e fica horrível te deixando irritada o dia inteiro.
E o mais maligno de todos! Aquele coiso tecnológico que a gente é tão dependente pra tudo! O computador! Quando o computador trava na hora mais crucial da sua vida, quando se não houvesse um momento em toda a sua vida que você precisasse tanto de um computador. É justo nesses momentos extremos que essas pequenas coisas acontecem e decidem acabar com o seu dia.
Ou então o simples fato de eu ser um ser humano que não tem a capacidade de lembrar de colocar um guarda-chuva na bolsa, e tomar três banhos de chuva acidentais em três dias seguidos, molhando consecutivamente as únicas três calças jeans boas no meu armário. (Sim, eu preciso comprar roupas.)
Mas não que eu esteja reclamando tanto assim dos consecutivos banhos de chuvas, porque apesar de terem atrapalhado a rotina vieram bem a calhar. Porque eu amo tomar banhos de chuva. Meu elemento astrológico é o fogo. E o fogo é irritado, inflamante e devorador. As vezes ele precisa tomar um banho de chuva. Muita água na cabeça pra esfriar e acalmar esse fogo.
Afinal, deve ser esse o segredo da vida. Não deixar as pequenas coisas do dia-a-dia acabar com a sua felicidade. Superar com calma os pequenos problemas.
Bom, se for isso mesmo acho que estou um pouquinho longe de descobrir o verdadeiro segredo da vida. Talvez tenha alguém que o consiga.
Eu por enquanto vou tentando. Respirando e tentando resolver tudo com calma. Um problema de cada vez.
E afinal, num mundo onde estamos totalmente cercados por pressões por todo o lado, a pior coisa que pode acontecer é tudo dar errado. Tudo virar bosta.
E se isso acontecer?
Foda-se! É deu tudo errado mesmo! Foi uma bosta sim! Pronto! E aí?
Tá vendo? Vendo por esse ângulo não parece tão ruim...
Mas não é esse o pensamento certo. Esse é o pensamento certo para o último caso. Esse é o plano Z que temos que ter sempre em mente.
Mas o plano A é: Vai dar certo. Vamos com calma. Eu confio.
E por aí vai...
Conte até dez e respire de novo.